Crédito no BB cresce 57% em 12 meses até novembro

publicado por Macpplan Consultoria em 13.12.2012 as 12:04

 

Veja online, 13/dez

A carteira de crédito imobiliário do Banco do Brasil atingiu 12 bilhões de reais ao final de novembro, alta de 57,1% em 12 meses. O montante de crédito imobiliário é atualmente de 9,4 bilhões reais para pessoa física (PF) e 2,6 bilhões de reais para pessoa jurídica (PJ). Somente a carteira de PJ cresceu 61,9% no mesmo período.
Em volume desembolsado, o crescimento, no acumulado do ano até 30 de novembro, foi 38,1% superior ao mesmo período de 2011, com um volume total de 5,86 bilhões de reais. Foram contratadas 28.257 operações para pessoa física, ou 4,318 bilhões de reais, valor 35,9% superior ao contratado no mesmo período de 2011. No segmento PJ, o desembolso em onze meses cresceu 50% sobre o mesmo período.
Durante o ano, o recorde foi em outubro, com 771 milhões de reais destinados a crédito imobiliário, sendo 284 milhões de reais para PJ e 487 milhões de reais para PF. “Com esses números, o BB vem dobrando anualmente a carteira de negócios em crédito imobiliário, um avanço que ocorre em níveis superiores à média do mercado”, informou o banco por meio de comunicado.
O crédito imobiliário do banco pode representar 5% da carteira total em três anos, de acordo com o vice-presidente de Atacado, Negócios Internacionais e Private Bank Paulo Rogério Caffarelli. Hoje, a particpação é de 0,5%. “O mercado imobiliário está dobrando ano a ano e a tendência é de crescimento.”
Futuro – Segundo o executivo, o BB é, atualmente, o quinto maior em crédito imobiliário e o foco é ultrapassar o concorrente Bradesco, o quarto. Caffarelli ressaltou que a atuação da instituição é importante nesse segmento pois se trata de um produto mais fidelizador.
Ainda no crédito imobiliário, o banco tem mais 6 bilhões de reais para financiar construtoras, que serão demandados conforme o cronograma das obras. “Esses recursos vão incrementar nossa carteira de crédito imobiliário.” Atualmente, 80% do crédito oferecido no segmento imobiliário é voltado ao cliente pessoa física, mas devido a atuação mais forte junto ao setor empresarial deve chegar a representar 60% para pessoa jurídica e 40% para pessoa física.
Letras Imobiliárias – A expectativa do BB para Letras de Crédito Imobiliário (LCI) é atingir um volume de 8 bilhões de reais a 10 bilhões de reais a partir do lançamento, em 18 a 20 meses, informou o vice-presidente de Finanças do Banco do Brasil, Ivan Monteiro.
O executivo explicou que para o lançamento desse papel só faltam ajustes operacionais tanto do banco quanto da Bolsa para registrar esse tipo de ativo. Não há data prevista para o lançamento, o que pode ocorrer a qualquer momento, tanto este ano quanto no próximo, disse o executivo.
Segundo Monteiro, a LCI será voltada para o varejo, uma vez que a Letra de Crédito Agrícola (LCA) é destinada ao private banking e a Letra Financeira (LF) mais para os investidores institucionais. “A LCI será um instrumento de funding (financiamento) muito importante para o banco”, disse Monteiro, durante a cerimônia que deu início à negociação das cotas do Fundo de Investimento Imobiliário BB Progressivo II, na sede da BM&FBovespa, nesta terça-feira.
China – O BB recebeu autorização, na terça-feira, do órgão regulador chinês para transformar seu escritório de representação em agência, em Xangai, China. Paulo Rogério Caffarelli, explicou que faltam duas autorizações do regulador que devem ser dadas ao longo de 2013. “O objetivo é trabalhar o relacionamento comercial Brasil e China, atendendo empresas brasileiras com operações lá e chinesas com atuação no Brasil”, disse Caffarelli, em evento na BM&FBovespa para celebrar o início de negociação das cotas do Fundo de Investimento Imobiliário BB Progressivo II.
Na China, o banco atua há dois anos, no escritório de representação com seis pessoas, e a expansão é justificada pelo volume de negócios do Brasil que migrou para o país asiático. O BB pretende contratar mais cerca de 20 pessoas localmente. Sobre a estratégia internacional do banco, entretanto, o foco é crescer na América do Sul. O BB está olhando para oportunidades no Chile, Peru e na Colômbia.
“Juntamente com Argentina e Uruguai queremos ter presença expressiva nesses países”, disse o executivo. O tamanho das aquisições deve ser do porte do banco Patagonia, cuja compra foi autorizada pelo Banco Central argentino em fevereiro de 2011. O Patagonia tem hoje 160 agências. O valor disponível para as eventuais aquisições não foi revelado, mas o executivo disse que o “BB não tem problemas de caixa”, e que a intenção dessas operações é agregar valor. Nos Estados Unidos, o plano é crescer na Flórida e Nova Jersey, onde o BB tem operação bancária de atacado.
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