Extra, 16/jan
Marlucia Nascimento, de 47 anos, pagou a primeira parcela de sua casa própria no dia 7 de janeiro. Depois de viver de aluguel por quatro anos, pagando R$ 350 por mês por uma casa no Méier, na Zona Norte do Rio, passou a desembolsar R$ 25 por um imóvel do programa “Minha casa, minha vida”, em Paciência, na Zona Oeste. Agora, pagará parcelas mínimas durante dez anos (120 meses) até quitar a moradia que tem dois quartos, um banheiro, uma sala e uma cozinha integrada à área de serviço. O valor real da parcela da casa seria de R$ 430,94, mas graças ao subsídio do governo, ela vai pagar 94,2% menos.Por enquanto, o lar ainda não tem piso, e somente um dos quartos está ocupado com um colchão no chão, onde a família dorme. Na sala, há um sofá, um aparelho de som e uma TV. Mesmo assim, Marlucia comemora a conquista da casa própria.
– É muita alegria. Vim correndo para não perder o imóvel, pois tem um prazo. Vou deixar a casa para meus filhos – disse a diarista, que vive com o marido Luiz Carlos, de 57 anos, e os filhos Gabriel, de 11, e Daniel, de 7.
Renda de até R$ 1.600
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério das Cidades, as taxas de R$ 25 são para famílias com renda mensal de até R$ 1.600 e atendem à modalidade Empresas do programa, para micro e pequenos empresários. Nela, o beneficiário paga 5% da renda mensal bruta, sendo de R$ 25 a parcela mínima permitida.
Ainda segundo o Ministério das Cidades, para participar da modalidade Empresas, o cidadão deverá ir até a prefeitura ou à Secretaria de Habitação do estado ou do município e se inscrever.
‘Não sabia o que fazia: se ria ou chorava’
“Fiquei sabendo do programa “Minha casa, minha vida” por um comercial na televisão. Ainda nem existia essa parcela de R$ 25. Como não tinha internet, pedi para uma amiga me inscrever. Eu já tinha sido sorteada cinco vezes e não sabia. Um dia, dei meu CPF para a minha amiga, que viu que eu tinha sido sorteada. Foi uma surpresa!Quando eu fui pegar os documentos da casa, achei que a parcela era de R$ 250. Nervosa, falei para a moça que não podia pagar. Aí, ela me disse: “Não, senhora, é R$ 25″. Não sabia o que fazia: se ria, chorava, abraçava. É muita alegria. Além dos R$ 25, pago R$ 40 de condomínio. Gosto daqui porque as pessoas se ajudam, são bem simples mesmo. E é bem calminho”.
