IstoÉ Dinheiro, Fernando Teixeira, 23/jan
A Caixa Econômica Federal quer ser a principal alternativa de crédito imobiliário para todas as faixas de renda. Para isso, o banco estatal cortou em meio ponto percentual os juros cobrados para financiar a compra de imóveis acima de R$ 500 mil, não contemplados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). A maior taxa, 9,4% ao ano, será cobrada dos não correntistas, e a menor será de 8,4%, para os clientes. “Dependendo do prazo, a economia pode chegar a R$ 100 mil, em um imóvel de R$ 1 milhão”, afirma José Urbano Duarte, vice-presidente de habitação e governo da Caixa. Segundo ele, o banco quer ultrapassar a marca de R$ 10 bilhões em novos empréstimos para esse tipo de cliente, quase o triplo de 2012.
O volume de empréstimos dependerá de duas variáveis: a demanda e a captação da poupança. Isso porque 75% do dinheiro depositado na poupança é destinado ao (SFH), que financia imóveis até R$ 500 mil; uma segunda parte fica retida no depósito compulsório do Banco Central; e o restante pode ser utilizado pelo banco. “Como nossa captação com a poupança é recorde, temos funding para esse público”, diz Duarte. Nos sete primeiros dias de 2013, a Caixa já captou R$ 906 milhões na caderneta. O anúncio da Caixa foi bem recebido pelo mercado imobiliário. Para Claudio Bernardes, presidente do Sindicato da Habitação, a Caixa acertou em sua decisão, pois a demanda por imóveis de alto padrão aumentou, assim como os preços.