Meia Hora, 06/jun
O número de brasileiros que optam pelo consórcio de imóveis não para de crescer. Atualmente, existem quase 700 mil consorciados no País que compraram uma cota para adquirir a sonhada casa própria.
O sistema, que funciona como uma poupança programada, não cobra juros e a contemplação acontece por sorteio ou lance. Na modalidade, há apenas reajuste anual nas prestações e no valor da carta de crédito. Também são cobrados taxa de administração, seguro e fundo de reserva.
De acordo com a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), o valor médio das cartas subiu em 12%, passando de R$ 94.500 para R$ 105.700. O sistema é uma boa opção para quem não tem pressa para se mudar e ainda permite uma negociação melhor de posse da carta, pois é como se fosse uma compra à vista.
Outra vantagem do consórcio é que o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pode ser utilizado, desde que o consorciado se encaixe nas regras do Conselho Curador do FGTS para liberação do recurso. Entre as exigências estão não ser proprietário de imóvel e ter pelo menos três anos de carteira assinada consecutivos ou não.
Os bancos oferecem o consórcio de imóveis e a dica é pesquisar qual instituição tem as melhores condições. O ingresso no sistema é sem burocracia, ou seja, não é preciso comprovar renda. Mas quando o consorciado é contemplado, é necessário comprovar a capacidade de pagamento.
A Caixa Econômica Federal oferece, por meio da Caixa Consórcios, a modalidade. É possível contratar cartas de crédito de R$ 70 mil a R$ 700 mil, com prazos de 120 até 200 meses. Quem comprar uma cota até 7 de julho vai concorrer a carta no valor de R$ 100 mil.
Cartas a partir de R$ 70 mil
Segundo a Caixa, no primeiro bimestre, mais de 700 trabalhadores recorreram ao FGTS para dar lance (adquirir o bem mais rápido), amortizar ou liquidar o saldo devedor e abater parte da prestação.

