RIO – Com expectativa de alcançar até R$ 18 bilhões em negócios, valor cerca de 20% superior ao do ano passado, a Caixa deu início hoje ao 8º Feirão da Casa Própria, que oferecerá cerca de 430 mil imóveis em 13 cidades. Na cerimônia de abertura, no Riocentro, o presidente da Caixa, Jorge Hereda, disse que o resultado será impulsionado pelo pacote de redução de juros lançado pelo banco no começo do mês.
– Muitos diziam que não havia margem para mexer nas taxas, mas provamos que se procurar, sempre existe um jeito – afirmou Hereda, que negou que a mudança tenha sido feita por exigência do Planalto. Segundo ele, a presidente Dilma fez “um alerta” a todos os bancos sobre as altas taxas de juros, e a decisão foi tomada por razões estratégicas.
– Se a taxa de juros cair a 7,5%, 7%, poderemos viver uma situação inédita no Brasil, que é a de ter que colocar recursos de tesouraria (recursos próprios do banco) no financiamento habitacional. Isso é feito em todos os países, menos aqui. Até com essa queda sustentada dos juros, a obrigatoriedade de uso de recursos da poupança poderá ser desnecessária – avaliou.Em entrevista após a abertura, Hereda disse que a mudança promovida pelo governo no rendimento da poupança não implicará em qualquer mudança nas condições dos financiamentos habitacionais, e, no médio prazo, poderá trazer consequências positivas.
A superintendente da Caixa, Nelma Souza Tavares, diz que no Riocentro serão negociados cerca de 46 mil imóveis, sendo 29 mil na planta, 4 mil novos prontos e 13 mil usados. Em três dias de evento, que termina no domingo, cerca de 70 mil pessoas devem comparecer.
– Nossa previsão é que sejam fechados em torno de 9 mil negócios, que representam cerca de R$ 1,3 bilhão. No ano passado, foram 8,5 mil negócios, no valor de R$ 1,2 bilhão.
O Feirão vai funcionar, hoje e amanhã, das 10h às 21h e no domingo, das 10h às 18h. Participam do evento 53 construtoras e 50 imobiliárias, distribuídos em uma área de 10 mil metros quadrados no Pavilhão 2 do centro de convenções.
