O Globo, Negócios & Cia, 11/junho
O terreno do Gasômetro foi transferido pela Prefeitura do Rio ao fundo imobiliário da Região do Porto (FIIRP), administrado pela Caixa. A operação, concluída no fim da semana passada, abre espaço para implantação de um conjunto de empreendimentos, que pode passar de R$ 6 bilhões em valor de vendas, estima Alberto Silva, presidente da Cdurp, empresa municipal responsável pelo Porto Maravilha. Os 116 mil metros quadrados do Gasômetro, que passam pelas avenidas Rio de Janeiro, Francisco Bicalho e Pedro II, formam a área de maior potencial de construção da Zona Portuária revitalizada.Ali, será possível construir edifícios de até 150 metros de altura, equivalentes a 50 andares. O terreno, de uso misto, será loteado e poderá abrigar projetos comerciais (60%) e residenciais (40%). “Estamos falando de um novo bairro”, sublinha Silva. Uma dezena de construtoras e incorporadoras já manifestou interesse pela área. A negociação de loteamentos e projetos cabe à Caixa. A CEG manterá o arrendamento de 13 mil metros quadrados, para instalações administrativas. Sozinho, o Gasômetro engloba 1.747.200 Cepacs (27,5% do total), títulos que permitem adição de gabarito.
R$ 226 MILHÕES
É o valor do terreno repassado à Caixa. O Gasômetro tornou-se a área mais valiosa da carteira do fundo Porto Maravilha. A Cdurp já transferiu Usina de Asfalto, Pátio da Marítima e Praia Formosa.
