O Porto Maravilha, na zona portuária do Rio, está crescendo como alternativa para a expansão do mundo corporativo na cidade. A proximidade com o Centro do Rio, o fácil acesso a diversos bairros e os incentivos dados às empresas que buscam a região somam-se ao processo de total revitalização urbana da área, formando um cenário altamente positivo para os empreendimentos que começam a despontar no local.
As boas perspectivas de negócios geradas pela indústria do petróleo e os projetos decorrentes da Copa e da Olimpíada fizeram do Rio de Janeiro, nos últimos anos, o caminho natural para investimentos no País. Na esteira desse movimento, empresas nacionais e estrangeiras, dos mais diversos portes, buscam a capital fluminense para instalarem sedes e escritórios, mas acabam inibidas pela escassez de terrenos na cidade e pelos preços elevados, cenário que é uma alavanca adicional para o Porto Maravilha.
Desde que o projeto foi em anunciado, em 2009, o interesse das empresas em se instalarem nas imediações do porto é crescente. A afirmação é de Antonio Carlos Dias, diretor comercial da Rio Negócios, agência responsável por atrair e facilitar novos investimentos. “A medida em que o Rio atrai um número cada vez maior de investimentos e investidores, a região portuária tem sido considerada o destino ideal”, afirma.
De acordo com dados da Rio Negócios, a capital fluminense representa 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado e absorve um quarto do investimento externo direto no País. Segundo Dias, há ainda o fato de o Rio ter sido considerado pela publicação inglesa Financial Times o quarto maior destino de investimentos estrangeiros no mundo, o que “dá a noção da quantidade de negócios que, atualmente, ocorre na cidade”.
Cauteloso, o diretor evita dar os nomes das empresas que já tocam empreendimentos na zona portuária, mas adianta que 70 projetos, dos mais variados tipos, já foram aprovados para serem iniciados nas imediações do Porto Maravilha, que engloba, totalmente ou em partes os bairros do Centro, Santo Cristo, Gamboa, Saúde, Caju, Cidade Nova e São Cristóvão.
Há, ainda, muitos empreendimentos sob análise para serem construídos na região, afirma Alberto Gomes Silva, assessor especial da presidência da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), criada pela prefeitura para gerir a reurbanização da área de 5 milhões de metros quadrados. Ele conta que, atualmente, construtoras e incorporadoras têm demonstrado um interesse maior pela região do que as demais companhias de outros setores (que também poderiam buscar terrenos ou imóveis para montar suas sedes ou escritórios). “Quem mais se interessa pela área, nesse momento, são as companhias que irão construir edifícios comerciais para, posteriormente, alugá-los”, diz.
Ainda segundo Silva, tem ocorrido intensa negociação entre construtoras e companhias interessadas em ocupar os empreendimentos que serão construídos. “São, contudo, informações confidenciais, que ninguém divulga, para não haver o risco de levar especulação imobiliária à região”, acrescenta.
À medida que as obras forem concluídas e a região começar a ser revitalizada, ele afirma, a tendência é que mais empresas passem a buscar a região para, futuramente, se instalarem. “Falamos de uma área que é dez vezes o tamanho de Puerto Madero, na Argentina. Hoje, 20 anos após ter sido revitalizado, ainda há companhias indo para lá”, afirma Silva. Ele se refere ao porto de Buenos Aires que, após passar por um processo semelhante de revitalização, acabou transformado em um dos mais modernos bairros da capital argentina, sendo um centro financeiro e gastronômico da cidade.
“A ocupação por empresas é, portanto, algo que irá acontecer naturalmente, com o tempo. Preferimos deixar para anunciar quando os projetos em estudo, de fato, se concretizarem”, justifica.
fonte: ADEMI RJ